seteDesejo do Autor

livro01"A megameta do Autor e da Editora do Manual Salve-se Quem Souber é que no final deste ano cerca de 50 milhões de indivíduos tenham ouvido falar do seu tremendo potencial; que cerca de 25 milhões tenham acesso ao inteiro conteúdo de suas 7 Revelações."

A Pobreza e a Guerra aos Pobres do Brasil! 

O Estado brasileiro gosta tanto de pobres que nunca se
planejou eficazmente torná-los menos pobres.

 

              Nota importante: esse texto traz apenas informações básicas. Estude! Pesquise e se aprofunde mais no assunto! Não acredite cegamente em nada que está escrito neste artigo e ao mesmo tempo esteja aberto à investigação e experimentação pessoal!
             Está fora do escopo desta breve explanação uma análise cabal e fidedigna que explica como e por que o Estado brasileiro, juntamente com os detentores do poder político e econômico do país, desde a sua independência, optaram insensatamente pela guerra aos cidadãos pobres em vez do combate à pobreza.

          Essa guerra é, de fato, um sistema de gestão social, uma consequência da incapacidade e incompetência dos cleptocratas no poder de proporcionar bem estar para toda a população. Para essa máfia política que governa nosso país, é mais fácil garantir o bem viver da minora do que combater eficazmente a indigência, o desemprego, a fome, o abandono das crianças, as carências de educação e de qualificação profissional.

         Estamos aqui interessados em chamar a atenção do leitor/leitora para esse trágico e velho problema que vem contribuindo para a lenta, mas inexorável transformação do Paraíso Tropical em Inferno Latinoamericano, uma clara evidência (1º) da incapacidade dos governantes para solucionar os problemas econômicos do país (geradores de crise social) e (2º) da degradação moral da sociedade brasileira.

         Essa guerra é a monopolização da violência pelo Estado cleptocrático; é a forma e a arma usadas irracionalmente para conter o caos social e a atual crise de violência generalizada que vive o país. O exército policial civil e militar foi transformado numa máquina impessoal eliminadora de vidas humanas, homens, mulheres, crianças e idosos, todos pobres ou miseráveis. Um verdadeiro Holocausto Brasileiro!

  
CAUSAS DA POBREZA NO PARAÍSO TROPICAL

                       Eis 9 fatores geradores de pobreza na sociedade brasileira:

1 -   Corrupção social e estatal: caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. É pressuposto necessário para a instalação da corrupção a ausência de interesse ou compromisso com o bem comum.

         O Brasil é um país governado por ladrões (Cleptocracia - corrupção estatal) e a mediocridade, a desonestidade e a incompetência se tornaram comportamentos normais na sociedade (corrupção social). Ver artigo “Brasil: Democracia ou Cleptocracia” em Tópicos Recentes no link https://www.salvesequemsouber.com.br

        A corrupção está configurada como um dos grandes males do país, pela generalização de sua prática, pela perigosa infiltração em todas as áreas da Administração Pública, e pior, pela condescendência do Poder Judiciário para com seus agentes.

Os escândalos de corrupção acontecem diariamente, em algum dos 5.570 municípios do país sem a devida punição dos culpados confessos ou comprovados. Onde tem um prefeito e alguns vereadores em sua volta com certeza tem desvio de verbas públicas destinadas à saúde e à educação, dois itens diretamente relacionados com a pobreza.

2 -     A evasão fiscal: o uso de meios ilícitos (em muitos casos com a conivência de burocratas e advogados desonestos) para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos. Entre os métodos usados para evasão fiscal estão: a omissão de informações, as falsas declarações e a produção de documentos que contenham informações falsas ou distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc.

        No Paraíso Tropical, os métodos usados para atingir esta finalidade estão para a imaginação. Os dois mais recentes e tragicômicos foram líderes religiosos arrivistas flagrados escondendo dinheiro na cueca e dentro da Bíblia, “O livro escrito por Deus!”.

3 -    Fatores socioculturais: crescimento muito rápido da população (que no século 20 dobrou a cada 30 anos!) e a educação pública de baixíssima qualidade. O sistema de ensino público brasileiro é sempre, ano após ano, um dos piores classificados em estudos e pesquisas promovidas pelo Banco Mundial.

4 -   Um sistema tributário que onera, proporcionalmente, mais os pobres do que os ricos. Estudos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontam que trabalhadores brasileiros de baixa renda chegam a pagar 45% do que recebem em impostos incidentes sobre o consumo.

        Metade da carga tributária brasileira (49,7%) incide sobre o consumo de bens e serviços. E os mais ricos, aqueles que têm a renda mais alta, acabam pagando impostos muitas vezes inferiores a 15% de suas receitas. São poucos os brasileiros que sabem que lanchas, helicópteros e aviões não pagam o IPVA, enquanto carros populares, sim.

5 -   Problemas de Saúde: adição a drogas ou alcoolismo,doenças mentais,deficiências físicas, doenças da pobreza como aAIDS, tuberculose, anemiae a malária.

6 -    Fatores históricos: o Estado tem sido a grande fonte da desordem e do caos econômico e social, conduzido por maus brasileiros que foram ou incompetentes, ou irresponsáveis, ou simplesmente cretinos. Ao longo de nossa história, esses governantes sempre recusaram a considerar os efeitos que a pobreza tem sobre toda a sociedade e não exclusivamente sobre os pobres.

7-    O capitalismo selvagem: Karl Marx acreditava com convicção, e com razão, que a miséria e a pobreza são utilizadas em uma condição de manutenção das classes dominantes da sociedade que têm interesse em manter a desigualdade econômica.

       Segundo dados da ONU de 2005, o Paraíso Tropical é o oitavo país com o maior índice de desigualdade econômica no mundo. Exemplos incontestáveis dessa condição vergonhosa do Brasil é o estado da miséria, a extrema condição de renda, os salários baixos, a fome, o desemprego e subemprego, a violência, a marginalidade e a favelização encontrado em todas as regiões do país (especialmente nas duas cidades mais populosas e ricas do Paraíso Tropical!).

       Sabemos que a desigualdade econômica é um fato natural do mercado e das diferenças entre as pessoas e o curso de suas vidas. Contudo, se não houver interferência do Estado ela pode causar a marginalização de parte da sociedade, o retardamento no progresso da economia do país, a pobreza, a favelização e o crescimento da criminalidade e da violência.

       Essas consequências são consideradas inaceitáveis nas sociedades mais desenvolvidas do planeta, tais como as do Canadá, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Islândia, Noruega e Suécia — onde o socialismo democrático se estabeleceu com enorme sucesso através de regulação estatal e da criação de programas que diminuíram ou eliminaram as injustiças sociais inerentes ao capitalismo selvagem.

8 -  Fatores naturais: desastres naturais como enchentes, doenças epidêmicas e, principalmente, a seca — tragédia que atinge anualmente grande parte da região do nordeste e parte da região norte de Minas Gerais.

9 -  O êxodo rural, um fenômeno que se deu em grandes proporções no nordeste ao longo do século XX e foi sempre acompanhado pela miséria de milhões de retirantes, e sua morte aos milhares, de fome, de sede e de doenças ligadas à subnutrição.

      Enquanto os Industriais da Pobreza engordam suas contas bancárias, o semiárido nordestino continua vivendo em pleno século 21, a Era de Êxodo Rural e fuga do campo, com a saída da população da zona rural para as favelas das cidades em busca de uma “vida com água”.

      Você sabia leitor/leitora que a seca em si, não é o problema causador de pobreza? Países como EUA que cultivam áreas imensas e com sucesso em regiões como o norte da Califórnia, onde chove sete vezes menos do que no polígono da seca, e Israel, que consegue manter um nível de vida razoável em um deserto (o de Negev), são provas incontestáveis disso.

      A verdadeira causa da pobreza no nordeste é, além da incompetência dos governantes, o fenômeno político chamado de Indústria da seca: um termo utilizado para designar a estratégia de alguns políticos e empresários desonestos que aproveitam a tragédia da seca no ganho próprio.

     Os “industriais da Seca” (ou da Pobreza) se utilizam dessa calamidade para conseguir mais verbas, incentivos fiscais, concessões de crédito e perdão de dívidas valendo-se da propaganda de que o povo está morrendo de fome.

  

CONSEQUÊNCIAS DA POBREZA NO PARAÍSO TROPICAL

     Muitas das suas consequências são também causas da mesma, criando assim, o ciclo da pobreza. Algumas delas são: fome, baixa expectativa de vida, altas taxas da mortalidade infantil, doenças, depressão, falta de oportunidades de educação e emprego, carência de água potável e de saneamento, emigração, ocorrência de discriminação social contra grupos vulneráveis, prostituição, existência de pessoas sem abrigo, maiores riscos de instabilidade política e violência na sociedade.

     Esse panorama de desastre nacional vem se acumulando há quase dois séculos, muito mais por inconsciência, egoísmo e incompetência do que por má fé. Nesse quase genocídio dos nossos irmãos pobres e miseráveis (a grande maioria, mestiços, afro-brasileiros e descendentes dos indígenas), não há criminosos, há omissos, irresponsáveis, obtusos, fatalistas e obscurantistas, que chegam a supor que a pobreza é culpa dos pobres (ou é desígnio de Deus!). 

A GUERRA AOS POBRES DO BRASIL

         Começamos com o genocídio dos índios, evoluímos para o massacre e exploração escravocrata, ascendemos ao coronelismo, fenômeno oriundo do meio rural, da ignorância e analfabetismo funcional do eleitor abandonado à própria sorte e alcançamos a favelização da modernidade, um assentamento urbano informal densamente povoado caracterizado por moradias precárias e miséria. Uma longa estrada de horrores.

        Os principais fatores que contribuíram para originar e perpetuar a guerra aos cidadãos pobres do Brasil são os 5 seguintes, listados em ordem decrescente de importância:

1 -   A recusa das elites dominantes em redistribuir a renda, pagando os impostos devidos. No Brasil as classes dirigentes têm demonstrado não ser sensíveis às questões de distribuição de renda.Sempre se seguiu a rotina de privilegiar os privilegiados, sem tentativas frutíferas de intervenção programada na distribuição da renda.

       Essas elites insensatas que, ao invés de empenhar-se para contribuir para uma sociedade mais justa, ajudando a nação solucionar seus inúmeros problemas e dificuldades, para o bem de todos, ricos e pobres, frequentemente optam por aproveitar-se dela para obter proveitos pessoais.

       Ainda não se deram conta dos graves prejuízos que a excessiva desigualdade na distribuição da renda nacional causa ao próprio desenvolvimento econômico do país, a longo prazo. Um dos pioneiros na implantação do Bolsa Escola, programa que deu origem ao Bolsa Família, o senador Cristovam Buarque foi enfático em recente entrevista à imprensa, em críticas ao atual programa de distribuição de renda do governo federal.

     Segundo o senador Buarque, ao retirar a palavra "escola" do programa, o governo tirou a ênfase dada a educação, princípio básico para o desenvolvimento econômico e social de pessoas carentes. A transferência da gerência do programa da pasta da Educação para a do Desenvolvimento Social, segundo o senador Cristovam, é uma mostra da visão puramente assistencialista.

     Muitos analistas e opositores ao Programa Bolsa Família também veem nele apenas uma espécie de "bolsa eleitoral", que serviria para subornar as camadas mais vulneráveis da população com transferências de dinheiro para obter eleitores cativos, sem que se constitua numa real proposta de erradicação da pobreza pelo trabalho e pela atividade econômica produtiva.

      Alguns críticos só se referem ao Programa Bolsa Família pelo seu apelido pejorativo de "Bolsa Miséria" ou "Bolsa Esmola". O programa Bolsa Família está longe de ser unanimemente aceito pela sociedade brasileira. Entre as diversas críticas que recebe no Brasil está a de que ela gera dependência, desestimula a busca por emprego e incentiva a gravidez nas mulheres pobres, contribuindo para o aumento da população.

2 -  O mau exercício do poder político e econômico, responsável pela corrupção generalizada e impunidade dos criminosos de colarinho branco. A corrupção no Brasil originalmente era apenas uma interferência com juízes para a compra de sentenças, mas sua aplicação tem se estendido para todos os funcionários públicos, governantes e agentes da iniciativa privada.

      O resultado é a CLEPTOCRACIA — um Estado de corrupção política desenfreada. Para mais detalhes ver artigo “Brasil: Democracia ou Cleptocracia” em Tópicos Recentes no link https://www.salvesequemsouber.com.br

      As formas de corrupção variam, e incluem extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, peculato e suborno. A associação desses tipos de crimes faz transferir renda da população como um todo para indivíduos ou grupos de indivíduos corruptos ou renda de partes da população (desde um indivíduo até classes sociais inteiras) para indivíduos ou grupos de indivíduos corruptos.

      A corrupção impede o desenvolvimento econômico da nação ao permitir a extração de renda de setores vulneráveis da população. Um exemplo muito comum é o superfaturamento de obras públicas por parte de governantes que aceitam suborno.

      Este crime causa falta de dinheiro para investimento, por exemplo, em educação básica (especialmente o pagamento de professores de qualidade) e leva milhares de crianças ao analfabetismo e futuramente ao desemprego (e a outras condições de vida degradante) por não terem aprendido a raciocinar adequadamente por causa da falta de professores adequadamente treinados.

3 -  O racismo, a violência urbana, a inferioridade econômica e o baixo nível cultural das etnias segregadas. Apoiando-se nesse conceito — violência urbana — o Estado despeja sua força policial para combater a pobreza e a miséria, fermentando a deterioração da relação Estado-população e aprofundando a crise de identidade dos jovens oriundos de famílias pobres cujo futuro está seriamente comprometido.

4 -  Opressão estatal: pouco estudada, nunca divulgada pela Grande Mídia, quase subterrânea, mas impossível ignorá-la, pois é uma forma de violência contra s famílias pobres. Eis 3 exemplos dessa violência estrutural:

·    A morte diária de dezenas de crianças por desnutrição e falta de competente atendimento médico na rede pública hospitalar.

·    Para o Estado é mais fácil prender os adolescentes infratores do que educar e proteger as crianças pobres. O Brasil não aplicou as políticas necessárias para garantir às crianças, aos adolescentes e jovens o pleno exercício de seus direitos e isso ajudou em muito a aumentar os índices de criminalidade da juventude.

·    O exército policial civil e militar reprime violentamente o descontentamento popular e as populações marginalizadas, transformadas em inimigas da sociedade, para manter uma aparente harmonia social. A segurança pública no Brasil é considerada um privilégio de poucos e não um direito de todos os cidadãos.

5 - O abuso de poder e de autoridade: o primeiro representa a absoluta impunidade policial e consiste das tradicionais e frequentes incursões nas favelas e periferias das cidades: policiais truculentos, armados com fuzis e metralhadoras, atiram a esmo, arrombam portas de residências onde moram crianças, idosos e trabalhadores e prendem suspeitos, sem qualquer autorização judicial.

     O abuso de autoridade é um mecanismo muito recorrente nos pequenos municípios do Brasil localizados na Amazônia, ou no Sertão Nordestino, devido ao seu território continental e ignorância da população rural.

    Nessas regiões, os pequenos produtores rurais são reféns dos famigerados “coronéis” — como são apelidadas as pessoas de posses como comerciantes, grandes proprietários rurais, chefes políticos locais entre outros que dispõem de influência sobre as massas ignaras e representa para estas pessoas empobrecidas autoridades incontestáveis.

    Estes achacadores "personificam a invasão particular da autoridade pública". O sistema criado pelo “coronelismo” passou a favorecer os grandes proprietários que iniciam a invasão, a tomada de terras pela força e a expulsão do pequeno produtor rural, prática criminosa conhecida como grilagem

 Eis 6 sinais evidentes dessa guerra

contra nossos conterrâneos pobres:

 1.   A vida em condições infrahumanas, isto é, a convivência diária, forçada, com as 3 principais causas de enfermidades: a fome, a subnutrição e a falta de higiene;

2.   A violência e o abuso policial nas favelas e bairros da periferia das cidades;

3.   A ausência de saneamento básico em muitos desses locais;

4.  Um sistema penitenciário transformado numa imensa câmara de horror e escola do crime que utiliza a seguinte estratégia típica de burocratas incompetentes: prende-se minhoca e se solta cascavel. Ou seja, o infrator entra usuário de drogas e sai traficante; entra por lesão corporal e sai homicida; entra ladrão de celular e sai assaltante de banco;

5.  Os bolsões de pobreza e miséria nas periferias e encostas urbanas das grandes cidades do país; dificuldade de acesso à saúde e à educação de qualidade;

6.  A má vontade e/ou recusa dos governantes em fazer a reforma agrária e em erradicar o analfabetismo.

    Com relação ao analfabetismo, essa terrível chaga nacional, podemos citar o renomado educador, Paulo Freire, para explicar a má vontade dos cleptocratas em erradicá-lo:

     Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva
ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com essem trabalho.

    Traduzindo o mestre: pessoas alfabetizadas são cabeças informadas, que lerão os direitos trabalhistas, que exigirão tratamento igualitário de acordo com a Constituição, exigirão postos de saúde e atendimento médico apropriado, discutirão contratos de trabalho, protestarão juridicamente contra os achaques do sistema financeiro.

     No Brasil, o analfabetismo funcional (incapacidade de interpretar o que leu) atinge cerca de 75% da população, ou seja, apenas 25% da população é alfabetizada plenamente. Inacreditável, mas esta é a pura verdade! As causas dessa tragédia nacional são à baixa qualidade dos sistemas de ensino (tanto publico quanto privado), ao baixo salário dos professores, à falta de infraestrutura das instituições de ensino e à falta de hábito da leitura do brasileiro.

     O analfabetismo tecnológico é um dos tipos mais recentes. Onde 80% da população não possui internet, sendo uma grande dificuldade para o Brasil resolver esse tipo de analfabetismo, pois já basta o problema de milhões de pessoas não saberem ler nem escrever.

    Vários projetos governamentais tentam diminuir esse índice, mas vários fatores não contribuem, como os preços das redes de internet e/ou computador e muitos locais não possui acesso a energia muito menos internet (como a Amazônia, ou o Sertão Nordestino). Por outro lado, muitas pessoas pobres não tem condição nem para se alimentar adequadamente, como iriam comprar um computador?

 A guerra aos pobres do Brasil tem vários sintomas

e atributos, tais como os 10 seguintes:

A -     Os pobres a quem ela se dirige são as etnias segregadas — os indígenas, mestiços e afro-brasileiros (negros e pardos), que vivem espalhados por todas as regiões do país, especialmente no nordeste, onde os “industriais da Seca” (ou da Pobreza) agem impunemente.

B -     Enquanto os Industriais da Pobreza engordam suas contas bancárias o semiárido nordestino continua vivendo a era de êxodo rural e fuga do campo, com a saída da população da zona rural para as favelas das cidades em busca de uma “vida com água”.

C -     A guerra aos pobres é prática que vem se acentuando com o passar dos anos como consequência do aumento descontrolado da população empobrecida, da corrupção governamental e da CLEPTOCRACIA que se apoderou do Estado brasileiro;

D -     A guerra aos pobres ganhou intensidade nas últimas quatro décadas com a trágica ditadura militar, com o desmantelamento das empresas estatais, com o neoliberalismo imposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a terrível corrupção política que se instalou nos três poderes governamentais;

E -      A guerra aos pobres é um ato político, e não uma atitude exclusivamente de natureza desumana, como aconteceu: (a) com a tentativa de extermínio dos judeus pelos nazistas, (b) com o genocídio dos armênios pelos turcos e (c) com o trucidamento dos indígenas da América Central por Colombo e seus asseclas e caudatários.

         Você concorda leitor/leitora que decisões que têm o objetivo de dificultar ou impedir o esclarecimento da massa humana impensante por considerá-lo um perigo para a elite dominante precisam de apoio político?

F -      As operações policiais nas favelas e nos bairros empobrecidos que resultam na morte de inocentes são concebidas como operação de limpeza do tráfico de drogas — no Brasil esse tráfico é uma consequência direta do estado de abandono em que vivem nossas crianças e jovens oriundas de famílias pobres!

       Contudo, tais operações vitimam as mais vulneráveis faixas da população constituídas daqueles que não têm quase nada nesta existência, mesmo vivendo no Paraíso Tropical: esperança, apoio familiar e comunitário, alimentação para suprir as necessidades mínimas, instrução adequada, habitação digna, conta bancária, crédito, acesso à terra, à justiça e à educação de qualidade;

G -     A guerra aos pobres engloba vários tipos de violência pública e privada contra as pessoas que vivem nas comunidades pobres, todas comumente tratadas como seres humanos inferiores e sem importância;

H -     A guerra aos pobres é obvia no sistema penitenciário (que enjaula principalmente as vítimas de nosso péssimo sistema político-econômico) transformado numa imensa câmara de morte e horrores;

I -      A guerra aos pobres revela-se na utilização da violência policial sobre os pobres nas periferias das cidades, que ignora o desemprego e subemprego, a fome, a vida em condições infra-humanas, as carências de educação, de qualificação profissional e de emprego;

J -     A guerra aos pobres é exposta na multiplicação das favelas e cortiços; no abandono das crianças e idosos pobres; e na detenção ilegal e sumária de pessoas pertencentes à classe dos pobres, suspeitas de alguma ilegalidade.

 CONCLUSÃO 

No Brasil, lutar pelos pobres é sempre um negócio altamente
        lucrativo para políticos e líderes religiosos hipócritas e arrivistas.

          No Brasil dá-se muita atenção ao custo de se eliminar a pobreza e nenhuma ao custo dos grandes males causados por ela. O paradigma de segurança pública mediante o emprego exclusivo da repressão policial usada para perseguir e eliminar as condutas consideradas como antissociais, se estendeu pelo Paraíso Tropical, com o apoio da população endinheirada, como consequência da criminalização da pobreza (ou seja, a associação de pessoas pobres com a criminalidade).

         Você sabe leitor, quais as consequências sociais dessa opção equivocada, a longo prazo, para a sociedade? A pobreza, um dos cinco grandes males da humanidade (juntamente com a corrupção política, o racismo, o nacionalismo e o fanatismo religioso) não resulta de uma única causa, mas de um conjunto de fatores. Você leitor/leitora é capaz de identificar outros fatores causadores de pobreza?  

         Em junho de 2004, a prestigiosa revista inglesa The Economist publicou um estudo feito pelo Banco Mundial sobre as guerras civis no mundo desde 1960. Os autores descobriram em suas pesquisas que 80% delas foram causadas pelas péssimas condições de vida da maioria da população excluída, daí o título do estudo “Pobreza é principal causa de guerra civil no Mundo”.

Você leitor/leitora considera que essa tragédia possa eventualmente acontecer no Brasil? Reflita cuidadosamente antes de assinalar com um x sua resposta nas 6 perguntas abaixo:

1.  Não, porque somos um país abençoado por Deus ____

2.  Sim, caso não erradiquemos a CLEPTOCRACIA do Brasil ____

3.  Não, porque somos o país do futebol e do carnaval ____

4.  Não, porque as forças armadas não permitirão ____

5.  Sim, pois o desespero e a insatisfação do povo têm limites ____

6.  Não, porque um fato nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades: nosso complexo de vira-latas e nosso comportamento de ovelhas obedientes ____

       Você, leitor, está envolvido de alguma forma nessa perseguição a nossos companheiros de viagem cósmica, vulneráveis e desprotegidos? Ou você é simplesmente omisso? Avalie-se gratuitamente em www.salvesequemsouber.com.br 

      MENSAGEM FINAL: Esse texto faz parte da contribuição de Dan Herman em prol do esclarecimento da Geração Muda Brasil. Aprovamos e publicamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões de modo construtivo. Se você gostou desse artigo indique-o para outros de sua estima. Cadastre-se no nosso site e receba informação privilegiada de grande valor. Encontre-me no Facebook: https:/www.facebook.com/danherman  

 


          Dan Herman, o inconfundível e autor do revolucionário Manual Salve-se Quem Souber é estudante e praticante da seguinte doutrina pregada por Albert Einstein, autor da Teoria da Relatividade:

"A paz não pode ser mantida pela força. Ela só pode ser obtida pelo entendimento."

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